Perkins&Will projeta torre Maya enraizada no clima e no contexto
Maia por Perkins e Will é um residencial torre em do Brasil Centro-Oeste que explora a relação entre arquitetura, clima e paisagem através de uma abordagem de design enraizada nas condições ambientais da região do Pantanal. O projeto foi concebido em torno da ideia de combinar as qualidades espaciais de uma casa integrada com a natureza dentro de uma estrutura residencial vertical, dissolvendo as fronteiras convencionais entre os espaços interiores e a paisagem circundante.
Desde o início, a estratégia de projeto centrou-se em estabelecer uma relação direta entre o edifício e o parque vizinho. Paisagem, materialidade e circulação são tratadas como sistemas interligados que moldam a experiência cotidiana do edifício. Em resposta às altas temperaturas da região, o desempenho térmico tornou-se um elemento definidor da composição arquitetônica. Toda a circulação vertical e horizontal concentrou-se ao longo da fachada poente, que recebe maior exposição solar ao longo do dia. Esta configuração permite que os espaços de circulação funcionem como zona de amortecimento climático, enquanto as unidades residenciais são posicionadas em orientações mais favoráveis e protegidas por brises que filtram a luz e o calor. Estas estratégias ambientais informaram diretamente a composição volumétrica final da torre.
todas as imagens por Pedro Mascaro
Concreto exposto, água e vegetação moldam os interiores de Maya
A entrada principal é organizada como uma sequência de transições espaciais que conectam a cidade ao ambiente interior paisagístico. Uma grande cobertura se estende em direção ao parque, enquanto vazios internos e passagens iluminadas criam áreas sombreadas, permeabilidade visual e momentos de abertura ao longo da sequência de circulação. Espelhos d’água, vegetação abundante e uso de concreto aparente, pedra e madeira reforçam o caráter tátil e ambiental do projeto. O equipe de design na Perkins&Will selecionou materiais não apenas por suas qualidades visuais, mas também por suas propriedades térmicas, permanência e relação com o contexto regional.
As funções de lazer e comunitárias são distribuídas em vários níveis, criando uma organização em camadas que equilibra circulação, privacidade e uso compartilhado. As casas de banho e as funções de serviço consolidam-se num único eixo infraestrutural, permitindo que as restantes áreas permaneçam abertas e adaptáveis ao convívio social. A luz natural entra nesses espaços através de aberturas estrategicamente integradas nas lajes, produzindo condições variáveis de sombra, vegetação e profundidade espacial ao longo do dia.
Programas que incluem piscinas, salões, salas de jogos, áreas de sauna e espaços de fitness são integrados à composição arquitetônica como extensões do ambiente coletivo do edifício, em vez de comodidades isoladas. Através de suas estratégias climáticas, paleta de materiais e integração com a paisagem, Maya posiciona a arquitetura como mediadora entre a vida urbana e as condições ambientais de Mato Grosso do Sul.











