Você sabe a diferença entre um lustre e um pendente? E um plafon? Entender os tipos de luminária é essencial para a composição do seu projeto.
As luminárias são consideradas o quarto pilar do design de interiores e ajudam a valorizar que ajudam a valorizar texturas, proporcionar conforto visual e até definir o humor do ambiente.
Pesquisas como a Human Centric-Lighting comprovam que a exposição ineficiente à luz natural ou o uso de uma luz artificial inadequada podem estar relacionados a distúrbios como fadiga e ansiedade.
Por isso, é preciso escolher a luminária certa para criar o efeito desejado. A informação correta, neste caso, é essencial.
Neste artigo, vamos detalhar os tipos de luminária disponíveis no mercado, sua função e a melhor maneira de aplicá-las ao seu projeto.
Acompanhe o texto e faça da iluminação um ativo importante de transformação do design.
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Conheça as funções essenciais da luz

Antes de partirmos para descrever os tipos de luminária, é preciso entender quais são as três funções essenciais da luz: geral, tarefa e destaque.
É pensando na forma como a luminosidade será distribuída (fotometria) em um ambiente que você escolhe o tipo de luminária mais adequada.
De forma adicional, considere também a direção da luz e o tipo de facho que a luminária oferece.
Iluminação geral
Também conhecida como iluminação ambiental, ela garante a visibilidade básica e uniforme em todo o ambiente.
Em geral, obtida por meio do uso de plafons e embutidas no teto.
Iluminação de tarefa
É a luz que fornece foco de forma direta e intensa em áreas específicas ou para atividades que exigem atenção, como ler, cozinhar ou trabalhar.
Elas atuam para evitar a fadiga visual, e os tipos de luminária mais comuns neste caso são os abajures e spots direcionáveis.
Iluminação de destaque
Aqui, são utilizadas as luminárias que ajudam a valorizar elementos arquitetônicos, texturas e obras de arte.
A luz serve para chamar a atenção e adicionar profundidade, e as melhores luminárias para garantir esse efeito são as arandelas, spots e fitas de LED.
Agora que você já conhece suas funções mais básicas, chegou a hora de detalhar cada um dos modelos de luminárias.
Modelos, funções e onde aplicar os diferentes tipos de luminária
Chegou a hora de conhecer as ferramentas que materializam o conceito das três camadas de luz: as luminárias propriamente ditas.
A classificação que trouxemos aqui leva em conta a forma de instalação e a fotometria, o que define o seu potencial de transformação no espaço a ser iluminado.
Assim, os tipos de luminária foram divididos entre as de parede, teto, piso, mesa e algumas especiais.
Todas estão prontas para conferir estilo e funcionalidade ao seu projeto.
1. Lustre


Considerada a joia da iluminação de teto, já que a sua função, na maioria das vezes, é criar um impacto visual no ambiente.
Em geral, é uma peça volumosa e imponente, com a presença de múltiplos pontos de luz, que fornece uma iluminação geral difusa.
É comum em salas de estar e jantar, com o pé-direito elevado, conferindo uma demonstração de estilo e personalidade ao espaço.
2. Pendente


Esta é a luminária que desce do teto através de um fio, cabo ou haste, e que utiliza a proximidade com a superfície para oferecer uma luz de foco precisa.
Se utilizada sobre a mesa de jantar, por exemplo, a recomendação é uma altura entre 70 cm e 90 cm do tampo.
A luminária pendente também pode ser utilizada sobre bancadas de cozinha e mesas de cabeceira.
3. Plafon


Bastante popular na criação da iluminação geral, o plafon se caracteriza por ficar sobreposta e rente ao teto.
Os modelos mais comuns são os quadrados, redondos ou retangulares, e apresentam difusores que ajudam a espalhar a luz.
Destaca-se pela funcionalidade, sendo ideal em cozinhas, áreas de serviço, banheiro e quartos. Além de ambientes, em geral, com pé-direito mais baixo.
4. Embutida ou spot
Essas luminárias são instaladas dentro do forro de gesso ou presas em bases discretas.
Enquanto as embutidas oferecem uma luz geral difusa, os spots podem fornecer focos mais fechados e direcionáveis.
Populares em corredores, banheiros, home office ou mesmo galerias de arte.
5. Arandela


Sua principal característica é ser uma peça fixada na parede, e que tem como missão lançar luz com efeito up ou down.
Ao iluminar as paredes, destaca texturas, além de proporcionar um clima suave e intimista.
Perfeitas para corredores, fachadas das residências e como substituição aos abajures na cabeceira da cama.
6. De piso (coluna)
Estes são tipos de luminária que se apresentam com suporte alto apoiado no chão. Na maioria das vezes, contam com um braço articulado ou um difusor amplo.
Pode servir como elemento decorativo, ao lado de poltronas de leitura ou em um canto da sala de estar.
Destaca-se pela mobilidade, podendo ser reposicionada em outros locais, e pelo forte apelo estético.
7. Abajur


Mais uma peça portátil de apoio à iluminação, mas agora posicionada sobre a mesa, composta por uma base, haste e uma cúpula ou difusor.
O abajur é sinônimo de aconchego, com a criação de uma luz pontual, mas suave.
Ideal para o uso em mesas de cabeceira, escrivaninhas e aparadores.
8. Trilho eletrificado


Referência do estilo industrial, caracteriza-se por uma barra fixada no teto, onde spots podem ser encaixados e direcionados com facilidade.
Consiste em uma barra fixada no teto (sobreposta) em que vários spots podem ser encaixados e reposicionados facilmente.
Uma solução eficiente para cozinhas gourmet e lojas, que demandam mudanças constantes no foco da luz.
9. Fita e mangueira LED


São tiras finas e flexíveis com pequenos pontos de LED, perfeitas tanto para iluminação de destaque quanto de ambientação indireta.
A tecnologia aplicada ao produto adiciona profundidade e modernidade aos projetos.
Discreta, costuma ser embutida em sancas de gesso, nichos e estantes.
Aplicação dos tipos de luminária por ambiente: o layering da iluminação
Como você conferiu até aqui, já sabe que a escolha da luminária depende de uma combinação estratégica entre função, característica do modelo e intencionalidade.
O segredo está no layering, ou seja, a criação de camadas de luz, que funciona assim: utilizar diferentes tipos de luminária para cumprir as funções de luz geral, tarefa e destaque.
É por meio dessa combinação que evitamos sombras indesejadas e podemos ajustar o ambiente para diferentes momentos do dia.
Confira agora algumas dicas para criar um projeto luminotécnico personalizado em cada um dos ambientes residenciais.
Sala de estar
O grande desafio é garantir um ambiente bem iluminado para receber, mas ao mesmo tempo com suavidade para relaxar.
Comece com plafons ou luminárias embutidas para uma luz geral difusa e uniforme, com spots direcionáveis ou arandelas para valorizar objetos de família e obras de arte.
Se a sala for ampla, setorize o ambiente com o uso de luminária de chão ou mesmo abajures para criar um canto de leitura ou descanso.
Sala de jantar
Além da luz geral, que deve ser discreta, invista em uma luminária pendente ou lustre como ponto central da sua decoração.
A luz valoriza a comida sobre a mesa e o local de reunião. Opte pelas lâmpadas com temperatura quente.
Você ainda pode utilizar fitas de LED em prateleiras ou no buffet, que adicionam profundidade, valorizam a louça e demais objetos.
Cozinha
Neste ambiente, a segurança é essencial, por isso não há como fugir dos plafons e luminárias embutidas para uma luz neutra, fria e uniforme.
Sobre a bancada de trabalho e pia, recomenda-se um pendente ou trilho eletrificado com spots. A luz deve ser focada e sem sombras para o preparo de alimentos.
Uma dica interessante é utilizar fitas de LED no interior dos armários ou na parte de baixo, criando um efeito flutuante.
Quarto
Ele deve ser um recanto de paz e aconchego, por isso plafon com luz suave e quente é uma boa pedida.
O uso de abajures ou arandelas na cabeceira é funcional e também potencializa o clima intimista.
Você ainda pode usar fitas de LED atrás da cabeceira, de espelhos ou em prateleiras para criar um efeito tridimensional.
Como você acompanhou neste artigo, a escolha da luminária que fará parte do seu projeto transcende a simples decoração. Ela é uma decisão estratégica.
Considere a sua função, mas sobretudo leve em conta a fotometria para criar a atmosfera ideal em cada ambiente.
Com essa visão, é possível trazer conforto, bem-estar e foco apenas escolhendo o tipo de luminária certa.
Depois de dominar a arte de selecionar, você precisa conhecer o fator final que define o clima: a temperatura da cor.
Continue ampliando o seu conhecimento sobre iluminação, lendo agora o artigo que fala sobre a diferença entre luz quente e luz fria.







