alexandre de betak apresenta ‘chashitsu hikari schürli’
Alexandre de Betak revela Chashitsu Hikari Schürli durante a Gstaad Art Week, um instalação de luz situado dentro de um tradicional celeiro suíço em Bernese Oberland. O projeto trata a luz como matéria primária, estruturando o espaço através da reflexão, ausência e modulação. A artista revela condições espaciais já latentes na estrutura rural, transformando o celeiro num ambiente perceptivo moldado pela sombra, pelo espelho e pelo movimento.
O projeto traça uma linha conceitual entre o schürli, um pequeno galpão agrícola alpino, e o chashitsu, o espaço japonês altamente codificado para a cerimônia do chá. Embora geograficamente distantes, ambos partilham uma economia de meios, honestidade material e uma lógica moldada pelo ritual, pelo clima e pela contenção. A obra não reproduz a casa de chá nem reconstrói o galpão da fazenda. O artista destila a sensibilidade partilhada através da luz, que se torna o elemento mediador através do qual estas tradições se cruzam.
Alexandre de Betak revela Chashitsu Hikari Schürli durante a Gstaad Art Week
celeiro vernáculo como laboratório perceptivo
Instalada no interior de um edifício agrícola pré-industrial, a obra ocupa dois níveis do celeiro existente. Sua estrutura em madeira bruta e proporções utilitárias passam a fazer parte da experiência. Os espelhos fraturam e ampliam a arquitetura, multiplicando feixes e vazios, enquanto a luz natural e refletida desestabiliza a orientação e a profundidade. À medida que os espectadores sobem e circulam, as superfícies se dissolvem, os volumes se expandem e os limites tornam-se provisórios. A reflexão funciona como um dispositivo conceitual, implicando memória, presença e impermanência no ato de ver.
Desde que visitou a região pela primeira vez, há vários anos, o Artista francês manifestou um interesse sustentado na sua arquitectura rural, na utilização directa de materiais e na forma como os seus volumes se enquadram na paisagem. Chashitsu Hikari Schürli envolve esta herança vernácula através da linguagem artística contemporânea.
Após uma apresentação em Londres durante a Frieze no outono passado, a instalação de Gstaad amplia a pesquisa de Alexandre de Betak em arquiteturas artísticas imateriais.
espelhos fraturam e ampliam a arquitetura
o artista revela condições espaciais já latentes na estrutura rural
um ambiente perceptivo moldado por sombra, espelho e movimento










