volumes geométricos e terreno formam o pavilhão de Sofia no Campo Belo
Em Campo Belo, São Pauloum experimento de 380 metros quadrados pavilhão projetado pelo arquiteto Leonardo Zanatta e desenvolvido pela Nortis Inc. utiliza as mudanças naturais de nível do local para criar um projeto visualmente impressionante com o mínimo de terraplenagem. «Isto confere ao conjunto uma certa monumentalidade controlada. É um edifício que se torna menor em relação às altas torres residenciais que o rodeiam, mas que afirma uma forte presença visual para quem passa pela rua ou transita pelos jardins do empreendimento”, diz Zanatta.
O Pavilhão Sofia é o segundo de uma série de estruturas temporárias desenvolvidas em diferentes bairros e contextos urbanos de São Paulo, cada uma explorando linguagens arquitetônicas, tipologias e relações distintas com a cidade. Enquanto o primeiro, Pavilhão Tess, no Brooklin, abordou a leveza e o legado da arquitetura moderna brasileira, este projeto se volta para ideias de geologia, peso, solidez e fundamentação. ‘Enquanto o pavilhão anterior explorava uma maior sensação de leveza formal, este enfatiza a sua relação com o solo. O projeto aposta na fundamentação e na presença física dos seus volumes como principal estratégia, estabelecendo uma leitura mais direta entre arquitetura e terreno,’ o arquiteto explica.
Pavilhão Sofia está localizado em Campo Belo, São Paulo | todas as imagens por Israel Gollino
Volumes Monocromáticos Definem Pavilhão Sofia de Leonardo Zanatta
A cobertura funciona como um guarda-sol, projetando sombras e protegendo da chuva quem circula pelo prédio. Funciona também como elemento unificador, enquadrando o jogo de volumes inspirados no concreto brasileiro e na arte neoconcreta, com uma rigorosa composição geométrica orientando a disposição das formas. Entre as principais referências estão as obras dos artistas brasileiros Lygia Pape e Hélio Oiticica. ‘Queríamos que o pavilhão se comportasse como uma escultura em escala urbana, garantindo fluidez espacial interna e criando contraste com o entorno’ o arquiteto reflete.
O percurso pelo pavilhão é marcado por mudanças de escala e direção, alternando entre áreas abertas e espaços mais contidos. Aberturas cuidadosamente posicionadas criam relações visuais específicas tanto com a paisagem circundante como entre os próprios ambientes interiores. A composição monocromática reforça a leitura do todo e desloca a atenção para a incidência da luz e o desenho das sombras nas superfícies. ‘A composição não depende da variação cromática, mas da relação entre forma, escala e iluminação’, Zanatta observa. O mobiliário inclui peças projetadas pela divisão de design da Leonardo Zanatta Arquitetura, algumas delas ainda em fase de protótipo. ‘Isso consolida o projeto não apenas como um espaço comercial, mas como uma galeria, aberta à experimentação e à arte’, ele conclui.
mudanças naturais no nível reduzem a necessidade de extensos trabalhos de terraplenagem
a estrutura estabelece uma monumentalidade controlada dentro do contexto urbano
volumes monolíticos contrastam com as torres residenciais circundantes
o design explora ideias de geologia, peso e aterramento
arquitetura e terreno são tratados como elementos interligados
volumes geométricos fazem referência ao concreto brasileiro e à arte neoconcreta
espaços abertos e fechados se alternam ao longo da rota de circulação
o pavilhão é concebido como uma escultura em escala urbana
superfícies monocromáticas enfatizam condições de luz e sombra
















