um projeto integrado ao cerrado brasileiro

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A arquitetura contemporânea se destaca cada vez mais por obras que respeitem o território onde se inserem. Essa sensibilidade aparece de forma exemplar na Casa das Sete Árvores, projeto do escritório Hersen Mendes Arquitetura, finalista do Prêmio Obra do Ano 2026, promovido pelo ArchDaily Brasil.

Localizada em um terreno no cerrado brasileiro, a residência de 512 m² foi concebida a partir de um princípio simples e poético: permitir que a natureza existente orientasse a criação.

Sete árvores presentes foram cuidadosamente mapeadas, preservadas e incorporadas à implantação da casa — uma decisão que acabou inspirando o nome da obra.

Nesse contexto, soluções sustentáveis, materiais naturais e revestimentos cerâmicos da Portobello ajudam a construir uma narrativa arquitetônica que equilibra contemporaneidade, conexão e conforto.

Confira os detalhes a seguir!

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Casa das Sete Árvores tem arquitetura guiada pela natureza

O pedido dos moradores era claro: entrar em casa e sentir como se estivessem saindo para a paisagem. 

A resposta arquitetônica foi criar um conjunto de volumes que dialogam com o entorno, alternando trechos apoiados no solo e partes suspensas, sempre respeitando a topografia original e a vegetação nativa.

A casa foi implantada na área mais plana do lote e se desenvolve gradualmente ao longo do desnível, criando uma dinâmica em que os volumes avançam e recuam conforme o terreno.

Em determinados pontos, a construção se eleva do chão, apoiada em pilares robustos inspirados dos troncos das próprias árvores do cerrado.

Além da integração visual, o projeto priorizou a permeabilidade do solo, garantindo que o fluxo natural das águas fosse preservado. 

Durante as obras, inclusive, foram observados processos de polinização na área — um sinal de que a construção conseguiu coexistir de maneira harmoniosa com a fauna e a flora locais.

Outro aspecto importante foi o uso de materiais regionais, como tijolos ecológicos produzidos a partir de argila local, sem processo de queima. 

Aliás, eles combinam com o revestimento Terralma Arizona, da Portobello, também usado no projeto. Com processos sustentáveis desde a concepção de seus produtos, a marca contribui para uma obra que dialoga com a natureza.

Vale destacar ainda que a residência conta com um sistema de energia fotovoltaica, que ajuda a reduzir o consumo energético.

Área social proporciona fluidez e conexão

No interior da casa, a proposta foi criar ambientes amplos e fluidos, evitando divisões rígidas. As áreas sociais se conectam de maneira orgânica, permitindo que os moradores circulem livremente entre estar, jantar e cozinha.

Grandes aberturas do piso ao teto garantem iluminação natural abundante e permitem que a paisagem do cerrado esteja sempre presente. A luz do sol atravessa os espaços e reflete nos materiais naturais utilizados no projeto, criando uma atmosfera acolhedora ao longo do dia.

A curadoria de mobiliário e obras de arte adiciona personalidade, enquanto o uso de tons neutros, terrosos e esverdeados reforça a relação com a natureza.

Entre os elementos de destaque está a parede da televisão, suspensa do piso. Além de esconder um armário interno, ela abriga uma lareira na base, criando um ponto focal elegante.

Volumes arquitetônicos que não encostam no teto, como o apoio da cozinha e a cabeceira do quarto, reforçam a sensação de leveza e continuidade. Isso contribui para a fluidez espacial que caracteriza a residência.

Biblioteca integrada espalha conhecimento pela casa

Um dos aspectos mais interessantes da Casa das Sete Árvores é a maneira como o projeto aborda o conceito de biblioteca. Em vez de criar um ambiente isolado para os livros, os arquitetos optaram por espalhar estantes por diferentes pontos.

Assim, a biblioteca se torna parte do cotidiano dos moradores, permitindo que diversos cantos da residência sejam usados para leitura e contemplação.

As estantes são produzidas em aço corten, mesmo material da escada e da porta do lavabo. A tonalidade quente do metal dialoga com os tijolos aparentes e com a paleta terrosa predominante no projeto.

Em detalhes, o revestimento Filete Terralma Jalapão, da Portobello, aparece como elemento decorativo. Com formato delicado de 1,5×37 cm e acabamento brilho, ele adiciona textura e reforça a identidade do espaço.

Cozinha e áreas de convivência acolhem na Casa das Sete Árvores

Na cozinha, o projeto mantém o diálogo entre materiais naturais e soluções contemporâneas. A marcenaria e os revestimentos ajudam a criar uma atmosfera acolhedora, enquanto a iluminação amplia a sensação de amplitude.

Uma das paredes também traz a linha Terralma, da Portobello, que aparece no tom Noronha, aplicado nas dimensões 9×37 cm. A superfície mate e as bordas bold contribuem para uma estética autêntica; já o formato alongado permite composições dinâmicas.

Essa escolha de revestimento reforça o conceito central do projeto: criar uma casa que dialoga com o território e celebra a matéria-prima natural.

Banheiros e lavabo contribuem com identidade cromática

Nos banheiros e no lavabo, Terralma aparece novamente, agora em tons como Mandacaru e Sardenha, criando ambientes que exploram diferentes nuances da paleta inspirada no cerrado.

A proposta da linha é uma conexão profunda com a terra e com a matéria em sua forma mais essencial. O resultado é um sistema de revestimentos que permite composições cromáticas ricas e personalizadas.

No contexto da Casa das Sete Árvores, essas tonalidades reforçam a identidade natural da residência, garantindo continuidade entre os espaços internos e a paisagem externa.

Passarela e ateliê suspenso são destaque na Casa das Sete Árvores

No ponto mais alto do terreno está um dos espaços mais singulares da residência: o ateliê da moradora, dedicado às atividades de arte e costura.

O volume é completamente suspenso sobre dois pilares em formato de árvore, reforçando o diálogo entre arquitetura e natureza. Para chegar até lá, é necessário atravessar uma passarela que se conecta à área social da casa.

Essa passagem é protegida por brises metálicos amarelos, que filtram a luz do sol e criam um jogo interessante de sombras ao longo do dia. 

O corredor também recebe revestimentos da linha Terralma, na tonalidade Jalapão, reforçando a identidade cromática inspirada no ambiente natural.

O resultado é um percurso arquitetônico que transforma o deslocamento cotidiano em uma experiência sensorial.

Ao preservar as árvores existentes, respeitar a topografia do terreno e utilizar materiais locais e soluções eficientes, o escritório Hersen Mendes Arquitetura demonstra como é possível criar projetos que vão além da estética.

Os revestimentos da Portobello contribuem para essa narrativa ao incorporar tonalidades e texturas inspiradas na natureza, reforçando a identidade do projeto.

Mais do que uma residência, a Casa das Sete Árvores é uma experiência de habitar que celebra o equilíbrio entre o natural e o construído.Quer saber mais sobre como levar a natureza para dentro dos projetos? Continue no Archtrends e descubra o que é biofilia e como aplicar.

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